Quando me perguntam o que penso sobre amor logo me vem a cabeça o significado da palavra felicidade, a perfeição do sentimento de paz, talvez um pouco da incerteza da serenidade com um restinho de paixão. Porém, aos poucos, dia após dia, percebo que amor é além de um milagre. É uma bênção que duas pessoas com a essência do calor desenvolvem e aprimoram com o tempo.
Hoje peço por um amor que eu desconheço, hoje quero um amor por inteiro. Um amor maior que eu. Quero um amor completo, mesmo com dor, dúvida, incerteza ou falta de fé. No final das contas, amor é o justamente o que tiramos de tudo isso.
Todo mundo sabe que amor se transforma, não se cria. Pois eu acredito sim, que amor se descobre, se inspira e se transmite. Amor se vive, e ponto.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Reik - Levemente

Você sabe, é sempre aquela mesma história. Garoto gosta da garota. Garota gosta de ser livre. Garoto resolve ser livre, garota passa a querer mais o garoto. Garoto resolve amar e começa a namorar. Garota fica desesperada porque descobre que não existe liberdade no final das contas, existem responsabilidades e expectativas que nós mesmo nos colocamos e que mais importante que isso, só o amor. A garota, depois de experimentar todas as bocas possíveis acha uma que tem um toque diferente e com ela pode passar mais tempo. Afinal de contas, o dono dessa boca, esse garoto (II) propõem-se a lhe ensinar a voar. E então, aos poucos a garota vai sentindo o vento gelado bater no rosto, sente que não há nenhuma parede ou objeto em sua frente, a tal suposta liberdade. Eis que então o garoto triste, após o término de seu suposto porto seguro procura onde afogar as mágoas. Passa voando por ele, a garota, que de tão feliz parece mais o sol, tamanho é seu brilho. Ele então nota que não tem como não percebê-la, como não sentir seu calor. Compreende que ela está feliz por voar, e que se ela aprendeu a voar, pode também, lhe ensinar. Ao sentir-se observada, desejada deixa de prestar atenção no vôo e quando menos espera, bate de frente em um pedaço de nuvem mais densa. Perdendo a razão e caindo, bem aos pés do garoto. Como ele sabe que é o causador de sua queda, de seus machucados, trata logo de ajudá-la a ficar em pé. Mas não percebe que isso apenas, não é suficiente. Não compreendendo a grandiosidade da questão, ele simplesmente prefere sair correndo e virar a esquina. Alguém que antes voava, agora tem que aprender a caminhar novamente. E ele sabe, que ela não conseguiria segui-lo. Acredita que ali teve a melhor das decisões, a melhor das intenções. Já que, afinal de contas, ela era o sol longe dele. Porém, novamente esse garoto erra, ao não perceber que a tarde já está se pondo e que o sol não brilharia mais. Caminhando sozinha, olhando para baixo. Derrepente ela esbarra naquele segundo garoto, que lhe mostrou como pode ser mágico voar. Não satisfeito em lhe ensinar a voar, socorrê-la e tocá-la afetuosamente. Agora ele decide que vai lhe ensinar a voar de olhos fechados, mas para que isso aconteça ela tem que aprender a lhe das as mãos. E nestes momentos, ela sente como é bom poder voar e não sentir frio com isso. Diferente dela, ele não consegue fechar totalmente os olhos, por falta de confiança nos instintos. Com medo que ela lhes leve a algum caminho não conhecido por ele. Creio, que talvez esse garoto tenha se esquecido que é da natureza do amor abrir caminhos, forçar descobertas. Vendo a resistência do garoto, ela passa a perder o interesse por voar sempre pelos mesmos caminhos. E mesmo com medo, ela sabe quem teria coragem para acompanhá–la. E para surpresa dela, ele já está pronto, com um sorriso no rosto e um desejo nas mãos para dar-lhe de presente. Enfim consegue voar de olhos fechados, claro que com a companhia impetuosa. E apesar de ser difícil nos primeiros instantes, depois ela consegue encontrar o prazer dessa força até então desconhecida.
De que vale amor sem confiança? Vale mais um desejo no bolso ou um vôo de olhos fechados ?
resposta para: prica_lazzari@hotmail.com
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Música: Rosa de Saron - Sem você

Quando o ideal somente ter 50% sempre. Colocamos expectativas alheias em nossas ambições, julgando que nosso coração é capaz de suportar tudo, sempre. Afim disso, cometemos o maior dos pecados. Mentimos fria e duramente para nosso próprio coração somente para não deixarmo-nos vulneráveis. Tendo a ilusão de que isso apenas basta. E em um instante, tudo o que construímos para supostamente nos proteger vai por baixo, como as gotas de água escorrem em nosso corpo.
Talvez, o que falte as pessoas, de um modo geral, é só a espontaneidade. Porque quando pensamos demais, deixamos o que realmente importa – o coração – para levar em consideração um ‘alguém’ machucado, sofrido e pessimista tomar conta, que de alguma forma tem o mínimo de coerência. Nunca me permiti ver quão complicado é, falar diretamente. Porque não me permito escutar diretamente.
Falar não é nada perto de escutar ou perceber. Mesmo tentando ser positiva, o mundo funciona em uma conspiração. Nem tudo sempre depende só de nós mesmo. Tão complicado é quando vislumbramos um sonho, uma imagem, e nada daquilo acontece. Por imaturidade, falta de coragem ou vontade. não importa. O que importa é que deixa de ser, porque não é o coração que nos guia. É esse outro alguém que borbulha em imaturidade, incerteza e falta de crenças. Não adianta buscar um alguém que te tira o melhor se esse alguém não quer ser encontrado. Alguns preferem dizer que não ‘bateu’, outros culpam a beleza por isso. Mas na verdade, os que fazem diferença, são os que abrem seus corações para que aos poucos aconteça.
O que importa não é o que acontece, o que importa é o que faz a diferença. Pena que poucos entendem o real significado disso.
terça-feira, 21 de abril de 2009
ler escutando: Jimmy Eat World - May Angels Bring You In

Reverenciamos a um ser que nem sequer conhecemos ou temos certeza que existe.
Depositando esperanças de que exista uma plenitude que nunca ninguém confirmou se realmente existe. Ou se é realmente tão plena. Acreditamos que existem pessoas fisicamente ‘insólitas’ que estão aqui única e exclusivamente para nos proteger e até mesmo para nos guiar.
Eis que então, de repente. Com um olhar, dois ou três sorrisos e algumas palavras. Essa mesma reverência acontece, e tudo isso, porque achamos um lugar em nosso coração para onde ir. Um lugar onde só nos resta se feliz. E então o anjo passa a ser alguém que vive aqui na terra, que é tocável, admirável aos olhos, presente para nós. Criamos histórias em nossos sonhos que gostaríamos que fossem verdade. Não pela história, apenas pela presença. Diante disso, nossas emoções se manifestam, e por pior que seja o nosso anjo, por pior que suas escolhas nos machuquem, ele continuará sendo, o meu anjo particular. Pelos meus olhos podem brotar cachoeiras , mas isso não irá tirar toda a dádiva. Talvez seja petulância julgar como anjo, o amor. Agora, me repreenda se eu estiver errada. Só vemos como problema, quando nos decepcionamos. Quando acreditamos que perdemos as forças para sermos bons de novo. Supostamente isso acontece porque esse outro ser, suga nossa melhor parte. Exige o que há de mais admirável e impressionante. Só nos esquecemos de agradecer. E assim, consequentemente, por não olhando para trás, também esquecemos o caminho que nos levou até tal ponto. Temos em mente que chegar até ali foi uma subida difícil e cheia de pedregulhos, quando na verdade, pedrinhas que nos faziam resvalar eram a única coisa que existia. E a árdua subida, não levou mais que três passos. E na verdade, o que nos faz crescer é somente o amor. Faz-nos superar nossos medos. Irmos de frente contra nossos próprios defeitos, querer ser mais, mostrar mais.
O que quero dizer, é que basta uma pedrinha para desacreditar-nos de uma coisa que vivemos o quão bom pode ser. Mas nem os raios de uma tempestade que machuca e castiga, nos desacreditam perante o que nunca vimos ou vivemos.
domingo, 19 de abril de 2009

Alguém me disse que antigamente pessoas escreviam fazendo comparações com a natureza em suas inúmeras formas. Eu escolhi a Lua. Reina tão soberana, tão imponente. Que até as estrelas têm medo de chegar mais perto. Pode-se facilmente, comparar a lua ao amor. Que de tão imenso e intenso impede que outras forças cheguem perto. Em suas várias formas, o amor, assim como a lua, está sempre presente. O ruim é mesmo sabendo que está sempre lá, nem sempre o olhamos. No geral, a Lua está lá para agradar a todos, mas nem ela, tão majestosa consegue. Sorte tem, de não precisar usar palavras para transmitir emoção. Não existe medida certa, não existe medida alguma.
E às vezes, quando olhamos para cima, esperando ver algo mais que o vazio do universo. Ela não está. Ela não está posta. Mas mesmo a distância que existe entre nós, não vai rouba - lá de mim. Sei que talvez nunca vou poder ter o que necessito, mas isso me faz te amar, te desejar e admirar. Aproveitar o momento, viver esse sentimento, só com você. E assim, eu penso com meu coração. Não é porque as nuvens não ficam paradas que momentos não possam ser eterno. Às vezes exigimos a Lua, e o que aparece é apenas uma estrela cadente.
quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sobre sonhos. Diz à psicanálise que cada detalhe do sonho tem um significado, que juntos formam uma composição totalmente contrária e diferente do que realmente sonhamos. Ou seja, se sonhamos que estamos comendo morangos em uma praia. Na verdade pode significar que estamos encontrando um amigo que tem um real significado. Já para um leigo, sonhos são apenas a nossa mente descansando, vagando pela nossa realidade, tentando alimentar um possível e inexato futuro. Ou ainda, mensagens fantasiadas. Que quando entendemos não conseguimos fazer nada para mudar. Às vezes, sonhos nos mostram formas de sair da escuridão. Jeitos diferentes de encontrar aquela fé esquecida. Sonhos são nossas esperanças dissimuladas. Aquele buraco escondido em nosso coração, tentando de alguma forma buscar alguma resposta. Isso, de uma forma que nossa mente, nosso consciente não consegue compreender.
Nem sempre ligados diretamente a alguma finalidade real, às vezes, apenas relacionados com o que vale ser revivido, com o que vale ser imaginado e desejado. Privilégios como esses nos são oferecidos todas as noites, nos momentos que escolhemos para ficarmos a sós com nós mesmo. Alguns são tão grandiosos que nem conseguimos nos lembrar. Talvez a gloriosidade divina desse momento sirva apenas para nos revelar que mesmo, independente de toda a problemática da vida, existe uma realidade superior. Onde nada nem ninguém poderá alcançar. Poderá machucar, ironizar e interferir. Sonhos são a forma que Deus encontrou de nos tirar da realidade e deixar que possamos ansiar e realizar qualquer coisa. Sem limites ou sem contornos.
É incrível como essas venetas mentais tem a capacidade de mexer com nossa realidade. Mais surpreendente é como outras pessoas, que nem sempre são tão ligadas aos nossos sentimentos aparecem dominando esses espaços, essas incógnitas. Sonhos são apenas partes gritantes de nós mesmos. Partes essas, que muitas vezes, mesmo que gritantes, tentamos não dar ouvidos, não prestar atenção e fazer nada a respeito. E essa é apenas uma parte de nós mesmos.
quinta-feira, 9 de abril de 2009

Sobre planos. Até aproximadamente um ano atrás, sempre me propus a fazer planos a longo prazo, vislumbrando o que eu queria para meu futuro como profissão, dentro de um matrimônio, na maternidade e no status social. E eis que então, de uma forma errada, as coisas começam a mudar... As pessoas já não são tão interessantes como antes, o sono já não propõem o descanso, o abraço já não transmite segurança. E de uma forma lenta e desigual cada detalhe da vida vai perdendo sua graça, seja ela esplêndida ou não. E a paixão, de onde retiramos nossa força, já não está mais presente.
Quando demasiadas coisas acontecem, aprendemos que planos são feitos por dias, por curtos períodos de tempo. Porque ‘desplanos’, ao contrário do que é comum pensar, é mais típico de acontecer que gostaríamos. Normalmente só temos consciência sobre determinadas coisas quando alguém nos deixa, quando perdemos um outro ser. E com o sofrimento aprendemos o caminho do amadurecer. Pena que isso na maioria das vezes não é suficiente. Viver um dia após o outro, sem mais delongas. Sem planos de um futuro bom ou de uma vida plena. Apenas vivemos o presente sonhando com o futuro. Porque, como dizem... “a vitória se mede pelo sacrifício”.
Aos gritos a vida me disse, que tudo no que eu acreditava não era nada mais do que sonhos vislumbrados em realidade. Distinguir a normalidade da anormalidade não é facilmente tão distinto como parece ser. E ingênuo é, quem pensa que é possível concretizar tal façanha. "Dizem que tem a ver com a idade, com os grupos, com as situações, com os gostos, ou com o modo como escolhe-se viver. Eu acredito que essas determinantes não têm tanta diferença assim. Tudo está na forma como gostamos ou gostaríamos de ver as coisas.
Arremeçamos as pessoas diante da nossa graça e esperamos que elas tenham as mesmas certezas e dúvidas. Porém tudo está aos olhos de quem vê. Somos guiados imensamente pelo desejo.
E então: estamos tipicamente cansados ou atipicamente com preguiça?
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